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CATEGORIAS: Defesas Pós-graduação

Resumo: Esta pesquisa tem como objetivo compreender as trajetórias migratórias e laborais de mulheres de diversas nacionalidades na cidade de São Paulo, à luz da interseccionalidade. O estudo analisa como marcadores sociais de diferença e desigualdades se entrelaçam no cotidiano desses migrantes. Trata-se de uma abordagem qualitativa que utilizou análise documental de 144 formulários sociodemográficos do Projeto Casa da Luz e 10 entrevistas em profundidade com mulheres angolanas, bolivianas, venezuelanas e cubanas. Adicionalmente, realizou-se observação participante (2021-2024) para apreender as dinâmicas cotidianas das mulheres na cidade de São Paulo. A análise de conteúdo foi a técnica adotada para a análise dos dados e foi focada em categorias, que revelou que a inserção laboral formal é marcada pela precarização e limitação de oportunidades, estruturada pela sobreposição de gênero, raça, classe, nacionalidade e religião. A presença feminina no mercado de trabalho é marcada pela segregação ocupacional: no setor formal, atuam predominantemente em serviços de limpeza, enfrentando baixa remuneração e longas jornadas; no setor informal, a precarização se intensifica, com alto contingente em vendas e limpeza, desprovidas de direitos trabalhistas. As conclusões apontam que a categoria ‘migrante’ se constitui como o principal marcador de desigualdade para as entrevistadas em São Paulo. Evidencia-se uma abordagem interseccional, na qual as desigualdades sociais impactam mulheres racializadas de forma cumulativa, atravessadas por gênero, raça, classe, migração e religião.

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