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Artigo publicado na revista Morpheus: “As teias da memória :entrelaçamento do poder, corpo e território”

Publicado em 27/04/2026

CATEGORIAS: Boletim IPPUR, Destaques, Notícias IPPUR

Boletim nº 94, 27 de abril de 2026

 

Carmen Rosane Costa
doutoranda em Planejamento Urbano e Regional (IPPUR/UFRJ)

Luis Régis Coli
Professor do IPPUR/UFRJ

 

As teias da memória

No fim de 2025 foi publicado o artigo “As teias da memória: entrelaçamento do poder, corpo e território”, de autoria da doutoranda Carmen Rosane Costa e do Dr. Luis Régis Coli (IPPUR/UFRJ), na nova edição da Revista Morpheus: Estudos Interdisciplinares em Memória Social do Programa de Pós-Graduação em Memória Social da Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro – UNIRIO.

Com base em recortes da dissertação de mestrado de Costa (2024), o artigo destaca a complexa interação entre memória, poder e território. O texto almeja provocar reflexões, contribuições teóricas e empíricas para os campos de estudos do Planejamento Urbano e Regional (PUR), da gestão pública e das políticas públicas e intervenções estatais que incidem nos territórios periféricos, destacando que estes não operam apenas na dimensão física ou infraestrutural, mas também na dimensão simbólica e subjetiva.

As reflexões presentes no texto residem em três eixos principais: território como campo de disputa simbólica; o corpo como interface urbana e a memória como ferramenta de emancipação.

No campo de disputa simbólica, o artigo compreende o território constituído, sobretudo, como um lugar de inscrição da memória e do poder. Entender como as narrativas de violência são construídas e enquadradas é essencial para compreensão dos processos de estigmatização territorial que justificam ou negligenciam certas intervenções urbanas.

Outro aspecto abordado trata do corpo como interface urbana a partir da perspectiva da corporeidade, ao conectar a escala do indivíduo (o corpo que transita, que sofre a violência e resiste) à escala da cidade. Para o campo de estudos em Planejamento Urbano Regional, isso evidencia que as dinâmicas sociais não são abstratas, mas que se materializam, em diferentes formas e arranjos, nas vivências cotidianas de agentes cujas trajetórias revelam as fissuras e potencialidades das políticas no território.

Por fim, o artigo destaca o potencial da memória social como um agente de transformação, onde o resgate da memória local serve como base para a reivindicação de direitos, justiça social e para o combate a apagamentos históricos promovidos por projetos de renovação urbana excludentes.

Em suma, “Teias da Memória” busca contribuir para o campo da crítica ao espaço urbano, onde o planejamento é visto não como um fim em si mesmo, mas como uma ferramenta política capaz de mediar conflitos e promover a emancipação através do reconhecimento das narrativas de quem habita os territórios.

Link para acesso do artigo na íntegra: https://share.google/AKRM9Q3gswEWptpym

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