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CATEGORIAS: Boletim IPPUR, Destaques, Notícias IPPUR, Slideshow PPGPUR
Boletim nº 95, 15 de maio de 2026
O professor Alex Magalhães publicou recentemente junto à universidade argentina Mar del Plata a edição em espanhol de seu livro “O Direito das Favelas”, no qual pesquisa sobre as condições de reprodução e materialização da vida nas periferias. A investigação traça relações entre as políticas públicas, formais e estatais, e as iniciativas de organização dos próprios territórios, apontando para os desafios quanto à regularização fundiária e urbanística no Brasil.
Com o apoio da Universidade Argentina que financiou o projeto editorial, as reflexões acerca das experiências brasileiras – e, especialmente, cariocas – ampliam o alcance de contribuição para o desenvolvimento de estratégias e tecnologias sensíveis aos contextos materiais. A obra se insere, portanto, em um contexto de expansão de formas de ocupação do solo e de organizações sociais similares às favelas brasileiras em outras regiões da América Latina.
A publicação é resultado de anos de observação e diálogo junto aos moradores dos territórios, gestores públicos, contando também com contribuições internacionais. O lócus referencial para as discussões é a Favela Parque Royal, na Ilha do Governador. O trabalho empírico revela as contradições existentes entre o impossível e o desejado, tanto por parte dos moradores das periferias quanto por parte dos agentes que promovem a implementação de políticas públicas pelo Estado.
É importante ressaltar a importância de colaborações entre instituições de ensino e pesquisa em outras nações situadas na periferia do sistema-mundo, em especial na América Latina, para a construção de saberes emancipados e descolonizados, comprometidos com modelos teóricos historicamente contextualizados em suas respectivas realidades. Esta obra é, portanto, uma adição indispensável ao diálogo Sul-Sul estabelecido a partir da premissa de que há um compartilhamento de condições reais de produção da vida social em nações de matriz pós-colonial. Com sua leitura, espera-se que esse diálogo se torne ainda mais afinado e potente frente aos desafios comuns que permeiam nossas sociedades.



